Clarice Lispector

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domingo, 23 de outubro de 2011

A Exposição 'Art Shopping', no Carrousel Du Louvre, foi encerrada hoje. Aqui em destaque, Ana Luisa Kaminski e Adilson E. Barbosa.

Foi encerrada nessa noite de 23 de outubro de 2011, o Salão Art Shopping, que foi montado no Carrrousel du Louvre, anexo ao Musée du Louvre, em Paris - França.  Participaram diversos artistas franceses, de outros países e brasileiros, através da ANAP - Academia Nacional de Artes Plásticas.
A exposição foi inaugurada na noite de 21, e esteve aberta ao grande público dos dias 22 e 23/10/2011
Uma das participantes do importante Salão ART SHOPPING, foi a pintora e professora de arte, Ana Luisa Kaminski, que apresentou a pintura " Ninfa Rosada".
Um dos participantes foi o pintor e escultor Adilson E. Barbosa, da ANAP - Academia Nacional de Artes Plásticas. Posteriormente divulgaremos os nomes dos artistas plásticos brasileiros que participaram da ART SHOPPING, no Carrousel du Louvre, no blog da Academia Majestade ArtePoesia do Mundo. 





'NINFA ROSADA', de Ana Luisa Kaminski
Pintura fifurativa, OST.



Pinturas de Edilson E. Barbosa, da ANAP ( Brasil)
                                                 

MARCHAND DE TAPIS, de Adilson E. Barbosa
Pintura figurativa, OST, 90X120cm,

Pintura figurativa de Edilson E. Barbosa

Sculture (Figurativa), Format : L
Altura: 2,70m

Os organizadores do Salão ART SHOPPING já anunciaram a próxima edição em 2012, nos dias 9 e 10 de junho. Contato para os artistas plásticos interessados: 01 46 13 48 02 ou info@salon-artshopping.com


Brasil, 23 de outubro de 2011
Ana Felix Garjan

Coordenadora de projetos
Divulgadora de arte e cultura
Grupos ARTFORUM Brasil XXI - 12 anos

Universidade Planetária do Futuro - Ano II
http://projetoarforumuniversidade.blogspot.com/

Revista Planetária do Futuro
http://revistaartforumcultural.blogspot.com/

sábado, 3 de setembro de 2011

Foi oficializada a CONBLA -Confederação Brasileira de Letras e Artes, em 03-09-2011

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE LETRAS E ARTES
CONBLA


A Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector parabeniza a presidência, a diretoria e os delegados da Confederação Brasileira de Letras e Artes

Hoje, dia 03 de setembro de 2011 aconteceu a solenidade de posse dos Delegados da CONBLA, e nessa ocasião foram entregues outorgas de condecorações.

O evento foi realizado no espaço do 'CTG Meu Pago', à Estrada Maria Cristina 874, Diadema - SP, com início as 12:00h. Após a solenidade aconteceu um almoço comemorativo, onde se reuniram artistas, poetas, escritores e produtores culturais que foram empossados como Delegados da CONBLA. 

Os Grupos ARTFORUM Brasil XXI envia congratulações aos seus idealizadores, fundadores, presidência, diretoria, delegados e participantes, desejando a todos muito sucesso!


A nova entidade já nasce com sucesso, pois seu plano programático irá abrir novas portas para o desenvolvimento das letras, artes e cultura no cenário brasileiro e internacional.


Brasil, 03 de setembro de 2011
Grupos ARTFORUM Brasil XXI



Cidade Artes do Mundo/ Grupos ARTFORUM Internacional
Divulgação: Ana Felix Garjan
...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A ABLA empossou a Condessa Adaljiza Cuan como presidente, hoje, às 19:00

A ABLA - Academia de Letras e Artes tem nova Presidência, na pessoa da Ex-vice Presidente, e agora Presidente, a Ilustríssima Senhora Condessa Aldajiza Marta Machado Cuan, de Boituva -SP.

A Academia de Artes e Poéticas 'Clarice Lispector' se congratula com a ABLA - Academia Boituvense de Letras e Artes, através de sua nova presidente, a Ilustríssima Senhora Condessa Adaljiza Cuan, que recebeu do Ilustríssimo Senhor Comendador José Eduardo dos Santos, Gran Cruz da Ordem dos Cavaleiros de Judá, Ex - Presidente da ABLA, a faixa e diploma de Presidente dessa importante academia que reúne representantes das letras, artes, cultura e comunicação.

ABLA - LETRAS E ARTES
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A sessão solene de posse da Sra. Presidente da ABLA e dos seus novos acadêmicos, foi iniciada nesse noite do dia 2 de setembro de 2011, a partir das 19:00h, no Salão do Plenário da Câmara Municipal de Boituva - SP. Nesse momento, às 21:00h está acontecendo a sessão de posse aos novos acadêmicos da ABLA, pela Presidente da ABLA, recém - empossada.

Em seguida alguns acadêmicos receberão outorgas e insígnias da Medalha Tiradentes, concedidas aos indicados pelos Grupos ARTFORUM Brasil e Universidade Planetária do Futuro e apresentados pela Sra. Condessa Adaljiza Cuan, A S.A.R.I Príncipe Dom Alexander Maya Cruz Palaiólogos, que concedeu as outorgas da Medalhas Tiradentes para alguns acadêmicos, entre outros, as senhoras:

Ilustríssima Sra. Ana Maria G.C.Felix Garjan,
Socióloga, pesquisadora, produtora cultural, residente em Fortaleza, presidente da UNIFUTURO - Universidade Planetária do Futuro, Acadêmica e Chanceler das Artes pela ABLA, desde 2010, Embaixadora da Paz, pela ORERF- Signatária do Pacto Global da ONU, 2011, Viscondessa do Vale do Euphrates, pela Casa de Lagash, Dama de Grã - Cruz de Justiça, pela Casa de Lagash, Foi condecorada com a Medalha do Mérito Cultural Anita Garibaldi, concedida pelo presidente da FALASP - Federação de Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, Conde Thiago de Menezes, por ocasião da Exposição "Cristal de Talentos", em sessão solene da ABHACH - Academia Brasileira de Artes, Cultura e História, em 20/08/2010. Co-autora da Antologia "Cristal de Talentos". Participou de exposições na Europa (Munique e outras cidades da Alemanha), em Roma e na Universidade Internacional da Flórida ( 2010). Participou de quatro Antologias da Delicatta, duas da Antologia 'Cidade' e a Antologia 'Cristal de Talentos', (2010). Participa da Antologia Cristal de Letras e Artes, que será lançada em dezembro de 2011 e da Antologia Destaques da Poesia 2011, da Coluna Destaque Raimundo Nonato, que será lançada em dezembro. Participou da Antologia Universum,Trento - Itália, em 2001, da Antologia '1000 poemas para Neruda', Chile, 2010 e de outras. Inspirou-se no projeto Mil poemas para Neruda, para organizar a Antologia Virtual "Mil poemas em homenagem à Paz e aos escritores, tais como: Clarice Lispector, Carlos Drumond, Fernando Pessoa e outros" que estão sendo escolhido". (Projeto em estudo, desde março de 2011.

Ilustíssima Sra. Luiza Caetano,
Filósofa, pintora, poetisa e escritora de Portugal. Laureada e premiada por diversas organizações da Europa. Destacada na Europa e em diversos países, por sua obra Naif, mereceu apoio e reconhecimento por várias embaixadas, como a de Portugal em Bruxelas, no Luxemburgo, em Cabo Verde, em Israel, em Roma e no Brasil,em exposições individuais em que teve a honra dos Senhores Embaixadores presentes. Foi também apoiada em vários níveis diplomáticos nas Embaixadas de Portugal, de Bruxelas e do Luxemburgo, a convite, principalmente pelo Instituto Camões (com representações nos respetivos países). Na Itália, foi condecorada pela Accademia Internazionale di Lettere, Arti, Scienze, com a medalha de Académica Greci y Marino. Foi premiada por sua participação na Antologia Delicatta, Brasil, 2007. Publicou seu livro "Lisboa in Versos", em 2009, e em breve lançará mais um livro no Brasil.

Ilustríssima Senhora Lara Lunna Staëll
Advogada, com especialização "latu senso" na área de Direito Penal. É escritora, pintora e designer, residente em Campinas. Premiada por suas pinturas e desenhos na Europa e em outros países. Recebeu diploma de Honra ao Mérito da Fundação ARTFORUM Brasil, em dezembro de 2009, por sua atuação no campo das artes, como pintora e escritora. Foi condecorada com a Medalha do Mérito Cultural Anita Garibaldi, concedida pelo presidente da FALASP - Federação de Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, Conde Thiago de Menezes, por ocasião da Exposição "Cristal de Talentos", em sessão solene da ABHACH - Academia Brasileira de Artes, Cultura e História, em 20/08/2010. Recebeu o troféu e as láureas do prêmio “Mãos e Mentes que Brilham”,  oferecido pela Câmara Municipal de São Paulo e pela jornalista Adela Villas Boas. Em Agosto de 2010 aconteceu o lançamento do livro “Cristal de Talentos” na Bienal Internacional de São Paulo, e Staëll figurou neste livro especial de arte, com três de suas obras pictóricas. Em 25 de agosto de 2010 Staëll-Lara Lunna, recebeu o troféu, homenagem e as láureas do prêmio “Mãos e Mentes que Brilham”, oferecido pela Câmara Municipal de São Paul e pela jornalista Adela Villas Boas. Sua indicação para o prêmio "Mãos e Mentes que Brilham" foi importante, pois esse prêmio já homenageou personalidades culturais brasileiras, e entre tantos, Chico Anísio, Roberta Miranda, Fabio Arruda, Cacá Rosset, Paulo Goulart, Nicete Bruno, Osmar Santos, Olivier Anquier. Em novembro e dezembro de 2010, participou de exposições em Pádova e Anzio, na Itália. Foi premiada, recebendo medalha de sétimo lugar na categoria pintura, na Exposição Internacional de Pintura em Anzio, ItáliaObras de sua autoria foram adquiridas por pessoas de diversos países, como França, Suíça, Alemanha, Holanda, Japão, Canadá, EUA, Uruguai, Argentina e Brasil. No momento, a artista dedica-se a diversos projetos, incluindo a escrita de alguns livros (romances), a preparação de novos quadros para exposições de arte nacionais e internacionais, bem como participa da exposição intitulada " Lirismo Onírico", com a pintora Ana Luisa Kaminski, no período de 1 a 29 de setembro, na Galeria Sapzio Surreale - Jardim Bela Vista - SP.




Congratulações
Os diretores dos Grupos ARTFORUM Brasil XXI e a presidência executiva da Universidade Planetária do Futuro, têm a satisfação de divulgar esse importante evento acadêmico da ABLA - Academia Boituvense de Letras e Artes, que neste momento foi encerrado,  e os acadêmicos e convidados estarão em um jantar comemorativo, a partir das 22:00h.


A Sra. Condessa Adaljiza Marta Machado Cuan, a partir de hoje assume um novo desafio: Dar continuidade à programação acadêmica da ABLA, na perspectiva do seu Primeiro Aniversário a ser comemorado em dezembro deste ano.
 
Votos de feliz gestão à Condessa Adaljiza Cuan, para que novos laços e conexões sejam ampliadas em sua gestão em prol do engrandecimento das artes, letras e cultura, através de importantes projetos e parcerias culturais, para que a Academia Boituvense de Letras e Artes construa seu presente e futuro, com a participação de seus acadêmicos, seus chanceleres das artes, parceiros culturais e amigos!


Blogs da ABLA:


Contato com a ABLA:
sec.abla@hotmail.com - Secretaria, Cláudia Barros

tesouraria.abla@hotmail.com  - Tesoureira, Jacira Camargo




Brasil, 02 de setembro de 2011


Grupos ARTFORUM Brasil XXI - 11 anos
Universidade Planetária do Futuro - Ano II
Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector
Nosso Mundo Melhor
  


Matéria publicada na Universidade Planetária do Futuro:


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Arte e Cultura do Mundo Melhor

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Foi aberta a Exposição Lirismo Onírico, de Ana Kaminiski e Staëll di Lukka

A Academia de Artes e Poéticas "Clarice Lispector" e os Grupos ARTFORUM Brasil XXI têm a satisfação de divulgar a exposição "Lirismo onírico", das artistas: Ana Kaminiski e Staëll di Lukka, que foi aberta hoje, dia 1 de setembro de 2011, às 19 horas, na Galeria Spazio Surreale, no Jardim Boa Vista, em São Paulo.

A vernissage foi um sucesso! Parabéns às artistas!

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EXPOSIÇÃO DE PINTURA "LIRISMO ONÍRICO"

Artistas: Ana Kaminiski e Staëll di Lukka
Dia 1 de setembro de 2011, a partir das 19 horas

Exposição aberta de 1 a 29 de Setembro

Visitação de segunda a sexta feira
 Das 10 h às 18 horas

GALERIA SPAZIO SURREALE


Rua Caconde, 234/238 - Jardins - São Paulo


*Matéria divulgada em 01 de setembro de 2011, na Revista Planetária do Futuro - Artforum Internacional:

ANA LUISA KAMINSKI



A pintora Ana Luisa Kaminski nasceu em Erechim, RS, em 1966. Desde cedo interessou-se pela arte, e já na infância começou seus estudos de desenho, pintura, piano e flauta. Ainda adolescente, começou a participar de exposições coletivas em sua cidade natal.

Vive em Florianópolis desde 1985, e graduou-se em Letras na UFSC, tendo concluído o mestrado em Literatura Brasileira em 2002. Desde 1987, trabalha em atelier próprio, dando aulas de desenho e pintura. Expôs suas pinturas em Erechim, Florianópolis, Curitiba, Campo Grande e São Paulo. A artista deseja levar sua pintura para outros espaços e países.

Ana Luisa Kamisnki foi premiada na Bienal Internacional de Roma, em 2004, na categoria PINTURA. Em agosto de 2010 recebeu a Medalha de Mérito Cultural Anita Garibaldi, concedida pelo presidente da FALASP, por sua participação na exposição Cristal de Talentos, em SP, em agosto de 2010.

Em novembro de 2010, participou de exposições de pintura em Pádova e Anzio, na Itália, tendo sido premiada com medalha de sexto lugar na Categoria Pintura, na exposição de artistas brasileiros e italianos, em Anzio, Itália. Ana Luisa entende a Arte como um canal, ponte ou intervalo entre o visível e o invisível, entre o sonho e a realidade, entre o vazio e o pleno de sentido.

De acordo com Homi K. Bhabha, a Arte aponta para uma zona liminar entre certeza e incerteza, e pode desestabilizar, subverter e questionar, revelando novas possibilidades a partir de suas “verdades inventadas”.

Atualmente, Ana Kaminski está trabalhando em novos quadros, para futuras exposições, planejando publicar um livro de poemas, e estudando as relações entre Arte e Psicanálise.

Ela recebeu uma medalha de prata, por sua pintura STÄEL DI LUKKA, no salão dos artistas plásticos que participaram do Livro de Arte "Cristal de Talentos", do qual foi co-autora, e cujo livro foi lançado, em agosto, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo de 2010, e posteriormente o livro de arte foi lançado em outros espaços culturais e na Casa das Rosas, da Secretaria de Cultura, do Governo de São Paulo.

Blogs de Ana Luisa Kaminski:

*Retratos by Kaminski

*Âncoras e Asas


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STAËLL DI LUKKA




Staëll nasceu em Jardim, MS, Brasil. Viveu em Campo Grande, MS, durante parte da infância e adolescência, e depois em Campinas, SP. É formada em Direito, e trabalhou como publicitária e desenhista durante muitos anos, chegando a ser chefe de arte e diretora de estúdio de arte.

Posteriormente, ingressou no serviço público federal, e divide seu tempo entre a profissão de funcionária pública, a pintura e a escrita literária. Participou de diversas exposições, coletivas e individuais, em Campo Grande, MS.

Recebeu diploma da ARTFORUM Brasil XXI, por sua atuação no cenário nacional, no campo das artes, como pintora e escritora. Em agosto de 2010, foi condecorada com a Medalha de Mérito Cultural Anita Garibaldi, concedida pelo presidente da FALASP, Conde Thiago de Menezes, por ocasião da exposição “Cristal de Talentos”, realizada em SP.

Em dezembro de 2010, participou de exposições em Pádova e Anzio, na Itália. Foi premiada, recebendo medalha de sétimo lugar na categoria pintura, na Exposição de Artistas Brasileiros e Italianos em Anzio, Itália. Obras de sua autoria foram adquiridas por pessoas de diversos países, como Alemanha, França, Canadá, Argentina, EUA, Uruguai, Japão, Holanda e Suíça. No momento, dedica-se a diversos projetos artísticos, incluindo a escrita de alguns livros (romances) e a preparação de novos quadros para exposições.

Staëll iniciou-se na área das artes plásticas principalmente a partir da oportunidade oferecida por Marilza, que acreditou no talento da jovem, não apenas oferecendo uma bolsa de estudo, como também financiando o custo das telas, tintas e demais materiais necessários para o estudo. Adiante, após completar o curso e já com 18 anos de idade, Staëll foi convidada por Marilza Bissoli para ministrar aulas no seu ateliê.

Dois anos depois, a artista ingressou no ramo da Publicidade, iniciando a carreira de publicitária na agência de Márcio Licerre, como desenhista ilustradora aprendiz. Posteriormente, galgou chefia de estúdio de arte em empresas de Publicidade como a ZN e por fim, como diretora de Arte. No período compreendido entre 1988 a 1990, juntamente com um empresário local da capital do MS, fundou e tornou-se sócia da empresa de Publicidade e Pesquisas de Opinião Pública “Staëll-Publicidade, Pesquisa e Marketing”. A empresa foi responsável pela campanha para a Prefeitura de Fátima do Sul/MS, sendo uma campanha de sucesso.

Staëll também atuou junto à equipe da empresa de publicidade detentora da conta do Governo do Estado do MS, elaborando e ilustrando campanhas para as Secretarias de Estado, sobretudo a de Cultura, Turismo e o Detran. Para este último, foi ilustradora de um livro infantil de educação no trânsito chamado “Manual do Setinha”, onde elaborou cerca de 300 ilustrações coloridas. Tal manual foi premiado no Exterior/Europa, como a melhor cartilha para crianças para educação no trânsito.

Por sua versatilidade em atuar na área artística-publicitária e de criação, foi contratada para desenhar os Story-boards (roteiros de imagens para comerciais, filmagens de televisão) na TV Morena, repetidora da TV Globo no Mato Grosso do Sul, além de criar, idealizar os cenários dos programas daquela emissora. Atuou também como desenhista responsável pela divulgação de eventos para o Serviço Social do Comércio / SESC.

Simultaneamente, a artista Staëll produziu seus quadros e os expôs nos mais variados espaços e galerias, tendo destaque a menção honrosa recebida da Secretaria da Cultura, na época administrada por Idara Negreiros Duncan, pela participação na Exposição da “Mulher Índia” com sua aquarela “Curumim”.

Expôs na Ala cultural da TV Educativa; no Banco do Brasil (agência Centro, exposição intitulada: “Luzes de Staëll”); no Teatro Araci Balabanian; na galeria da Marchand Mara Dolzan, na Morada dos Baís e no espaço cultural da TV Morena, entre outros espaços.

Como ilustradora, montou, diagramou e ilustrou o livro da poeta sul-matogrossense Marília de Castro; o livro “Guardiãs da Magia” da romancista Lúcia Facco, o livro “Elas Contam”, “Victória Alada” e o Manual do Smille Train, totalmente ilustrado e oferecido pela ilustradora em ação beneficente. O projeto foi elaborado pelo Hospital de Cirurgia Crânio Facial – SOBRAPAR na Unicamp – Campinas/SP e financiado pelo empresário Bill Gates, recebendo deste e de sua equipe, elogios pela qualidade do trabalho apresentado.

Na carreira de escritora, e sob o heterônimo Lara Lunna, produziu oito romances; quatro contos, um deles publicado na coletânea “Elas Contam”; um livro de temática infanto-juvenil; um romance lançado em 2007 pela Editora Corações e Mentes na temática ficção-policial “Victória Alada” e para o ano de 2010 está previsto o lançamento, em novembro do livro “Mitera”, também ficção-policial. O romance “Victória Alada” já foi adquirido por pessoas em vários países, entre eles, Japão, EUA, Austrália, Portugal, França, Bélgica, Alemanha, Espanha e possui comunidades em homenagem à autora no Orkut e outros sites.

Formada em Direito pela Universidade Paulista em Campinas/SP, Staëll prestou concurso público e ingressou no funcionalismo Público Federal em 1997. Em sua carreira, fez diversos cursos de aperfeiçoamento oferecidos pelo Governo Federal, completando e se diplomando em 11 deles. Possui especialização “latu sensu” na área de Direito Penal.

Em Setembro de 2009, recebeu o diploma de Honra ao Mérito pelo seu destaque e atuação na área artística e literária pela Fundação Artforum Brasil-Unifuturo e Academia de Letras, Artes e Ciências “Maestro Arthur Bosman”. O cerimonial aconteceu na Casa das Rosas, situada na Avenida Paulista em São Paulo- Capital.

No dia 14 de Agosto de 2010, aconteceu o lançamento do livro “Cristal de Talentos” na Bienal em São Paulo, e Staëll se destaca neste com três de suas obras pictóricas. Em 25.08.2010, Staëll-Lara Lunna, recebeu o troféu, a homenagem e as láureas do prêmio “Mãos e Mentes que Brilham”, oferecido pela Câmara Municipal de São Paulo e pela jornalista Adela Villas Boas.

O prêmio "Mãos e Mentes que Brilham" é um descaque que possui relevância cultural, pois personalidades do naipe de Chico Anísio, Roberta Miranda, Fabio Arruda, Cacá Rosset, Paulo Goulart, Nicete Bruno, Osmar Santos, Olivier Anquier e outros também já foram agraciados.

A artista pretende continuar investindo na criação-invenção, paralelamente ao exercício de seu trabalho no serviço público, de modo a viver com plenitude e intensidade, ofertando o melhor de si e tentando, deste modo, deixar seus rastros e sementes no mundo...

A escritora Lara Lunma está trabalhando em projetos relacionados à publicação de seus próximos livros.

Nova participação de destaque da escritora Lara Lunna Staëll

Nessa mesma matéria cujo conteúdo foi anteriormente compartilhado com os Grupos ARTFORUM Brasil XXI, aproveitamos a oportunidade para registramos  nesse espaço importante espaço cultural, que na data de amanhã, dia 02 de setembro de 2011, a escritora e pintora Lara Lunna - Staëll estará sendo empossada como membro efetivo da Academia Boituvense de Letras e Artes - ABLA, na cidade de Boituva -SP.

Nesse mesmo evento acadêmico serão outorgadas medalhas e diplomas a alguns convidados que foram indicados pelos Grupos ARTFORUM Brasil  XXI, através da Presidente executiva da Universidade Planetária do Futuro, Ana Maria G. C. Felix Garjan. Outros escritores, poetas e artistas convidados pela Senhora Presidente da ABLA, Comendadora Adaljiza Cuan, foram apresentadas ao Excelentíssimo Dom Alexander Maia, presidente de uma importante organização internacional, que concederá a "Medalha Tiradentes" e outras honrarias aos novos outorgados, cujos diplomas e medalhas serão entregues, em sessão solene, pela Sra. Condessa Adaljiza Marta Machado Cuan ( Presidente da ABLA).

O  evento será realizado no Plenário da Câmara Municipal de Boituva - SP.

Blog de pinturas da artista:
Arte de Staël:
http://staell.blogspot.com/

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Divulgação: Grupos ARTFORUM Brasil XXI
& La Maison D'Art Ana Felix Garjan

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Convite da ABLA para evento acadêmico

Dia 2 de setembro de 2011, às 19:00 horas

Rua Ver. Olímpio Barros, 100
http://academiaboituvensedeletrasartes.blogspot.com/
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terça-feira, 1 de março de 2011

A Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector completa 3 anos

Nós, dos Grupos ARTFORUM Brasil XXI, do Fórum Internacional de Mulheres pela Paz do Planeta e da Universidade Planetária do Futuro temos a satisfação de registrar os três anos desse espaço cultural para homenagear Clarice Lispector, sua obra, a de outras autoras, autores e artistas.

Haverá uma programação especial no Mês Internacional da Mulher, que promoveremos conjuntamente!

Parabéns às mulheres brasileiras, da humanidade e às acadêmicas dessa academia que terá um belo futuro!

Brasil, 01 de março de 2011

Ana Felix Garjan, Presidente
E Diretoria que será empossada!

SOBRE UMA PEDAGOGIA COERENTE COM O MULTI(uni)VERSO

SOBRE UMA PEDAGOGIA COERENTE COM O MULTI(uni)VERSO



Por Evandro Vieira Ouriques


Para minha querida Concha, irmã ancestral.
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De fato é uma monstruosidade o que se fez e o que se faz com e através da pedagogia, treinando as pessoas, ainda na fase criança, com o estado mental de que a vida seria cinza, cruel, traiçoeira, vingativa; inevitável e "natural"-mente violenta sob todas as formas.


Por isto a escuta em relação às pessoas na fase de criança é o coração de tudol.

Costumo, fazem muitos e muitos anos, perguntar, às pessoas e grupos com quem trabalho, se eles já ouviram ao londo da vida a pergunta "O que é que você vai ser quando crescer?".

E, em seguida, após todos sem exceção levantaram as mãos, pergunto quem dentre eles já ouviu a pergunta "O que é que você é?, para então ver, e pedir que todos se observem, ou ninguém levantar ou então um ou outro levantar a mão.

Ora, se a família, a escola, a mídia e a sociedade não praticam em relação às pessoas na fase de crianças a pergunta "O que é que você é?" como é que elas podem e poderão saber o que serão?

Se não se pergunta quem você, como valorizar a Galiza que vive dentro de cada um de nós? A nossa Galiza pessoal e social? A Galiza de cada cultura? De cada ser e de cada comunidade que é parido neste mundo?

O resultado tenebroso é o que conhecemos: a morte da multitude de línguas, da margarida, do girassol, do abraço de alegria gigantes; a redução do maravilhamento e da gratidão diante do milagre da Vida; a instauração dos insustentáveis campos de extermínio em cada Território Mental.


Trata-se da instauração de uma suposta "sofisticação", em nome da qual tudo que é da Terra, tudo que lembra a Terra, tudo que é como a Terra, tudo que pelo transe re-instaura o casamento sagrado das polaridades, é arrasado pela des-conexão primeva do que sempre esteve, está e estará em união.


Oculta-se o esqueleto humano que está na planta como oculta-se a planta que está no esqueleto humano, como oculta-se a holográfica complementariedade não-dualista do que se entende então como opostos, como se a Cultura fosse a outra absoluta da Natureza.

E, grife-se, como se os conceitos, as palavras, qualquer deles e delas, fossem capazes de expressar e dar conta da complexidade infinita da plenitude da pulsação, do vazio, do silêncio.

E porque? E qual o porquê desta pedagogia de instaurar tal estado mental que devasta a verdadeira liberdade do Território Mental, tornando as pessoas, desde a fase de crianças, obedientes ao ceticismo, à desconfiança, à desistência, ao à ganância, ao ressentimento, à vingança?

O fato é que as pessoas na fase de crianças têm nelas ainda intensa-mente viva a Natureza e, assim, viva nelas a ética da Natureza.


Discute-se tanto onde o que está e é a ética e chega-se ao absurdo destrutivo de que ela é relativa e que existiriam muitas delas...

Quando o necesseario para resolver tal enigma é olhar com olhos livres o as pessoas na fase de criança têm vivo nelas, porque é o que elas são, o princípio organizador da Natureza, em movimento: o Amor; a lógica da rede; da interdependência; da troca energética; do não-julgamento; da solidariedade; da sustentabilidade; da compaixão; da verdadeira inovação e criatividade; do fluxo; en-fim e em-começo, do devir.

Não o orientado pelo e para o caos, que o torna assim o não-vir, por eliminar do horizonte o horizonte e suas possibilidades infinitas. Mas o devir do encontro.

Aquele da insistência livre e alegre dos intentos, como de quem cai e levanta rindo a cada queda, dos poemas em vida retribuídos em alegria à Natureza, esta sim professora de uma pedagogia aberta e multicolorida, movida pela transformação, pelo absoluto respeito à diversidade, pela simplicidade, pela humildade, em gratidão ao multi(uni)verso.

É por isso que está aqui e agora, hoje, mais este intento meu, com o qual tento, com compaixão, apagar da lousa interna mais um pouco do que através dela escreveram em mim, e muitas vezes no passado com minha ajuda, sobre a inevitabilidade do ódio.

Essa é a razão pela qual a(r)risco o Amor nas relações, nas telas e nos papéis ao longo de todo o caminho, como mais um que caminha, procurando e deixando marcas de ajuda às irmãs e irmãos que nele estão e, um dia, estarão.

Com a amor, e.

Este texto do Professor Ouriques, foi escrito em resposta a este texto meu: com este desenho que lhe segue:
http://recantodasletras.uol.com.br/prosapoetica/2783065

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Poética em homenagem a Clarice Lispector no início da 2ª década, por Ana Felix Garjan

Novos tempos, nova década, cores, formas e linguagens contemporâneas.
Por Ana Felix Garjan, 01/02/2011


Em nossa aventura humana muitos são as trilhas, estradas e caminhos a descobrir, a desenhar passos, a vislumbrar novas direções, a partir dos sonhos, na perspectiva de novas realizações pessoais e coletivas.

Improvisamos desenhos e pinturas em nossas almas, até que chegamos à intro-visão sobre a nova consciência necessária, que podem ser consideradas obras de arte, e obras de arte levam tempo para amadurecer e cristalizar tintas, cores, formas e sentidos.

São muitos os tipos de desenhos da própria improvisação desenhada, do naturalismo de linguagens que propõem novos caminhos, pensamentos e atitudes dos autores de suas próprias vidas e felicidade.

Enfim, chegou novo tempo, a segunda década do século XXI, nova época do mundo global. Chegaram novas luzes, sons, energias, desenhos e sinalizações, sobre a grandiosidade de sermos contemporâneos nesse planeta tão majestoso, onde merecemos ser felizes.

As luzes explodiram em cores, sons, música, odes, sinfonias repetidas tantas vezes, que nossos ouvidos possuem o som de todas elas, que são incontáveis, e que estão amalgamadas na alma, nos sentidos, no pensamento, poesia, na arte, nos assuntos e temas do puro amor.

Tudo que nos rodeia como arte é resultado da construção. E tudo parte da construção do que era nada e vazio. Somos os próprios desenhistas e escritores das partituras musicais da nossa vida. Tudo é e foi nosso desenho anterior, a partir das nossas percepções.

São tantas as percepções, que nem sabemos se haverá tempo para decifrarmos todos os códigos que nos são dados ao nascer, que nos são oferecidos para nossa aprendizagem sobre a vida, sua arte, seus mistérios e seus caminhos que nos levam ao reino da felicidade.

Tudo é resultado de percepções da alma, da construção humana e das realizações, através do equilíbrio, dos sonhos e conquistas de espaços, a partir da nossa ética e consciência sobre nossos direitos e deveres diante da nossa cidadania planetária.

A Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector reabre seus trabalhos, nesse ano de 2011, no primeiro ano da segunda década do século XXI. E isso é algo maravilhoso, a partir da nossa ânima e energia!

Boas - vindas às caras sócias - fundadoras, e às próximas convidadas para a Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector! Ela nos deixou um belo e importante legado e exemplos!

A partir de 2011 a academia abrirá o "Espaço Cultural e Galeria Clarice Lispector", para as artes plásticas, poesia e literatura das acadêmicas convidadas e divulgadoras desta academia virtual, a princípio.



*Vídeos sobre o pensamento de Clarice Lispector em vídeos:


Eu adoro voar- Clarice Lispector



A perfeição, de Clarice Lispector




Sonhe - Clarice Lispector



O Sonho - Clarice Lispector



Vida - Por Clarice Lispector.




Brasil, 01 de fevereiro de 2011

Ana Felix Garjan
Grupos ARTFORUM Brasil XXI
http://www.cidadeartesdomundo.com.br/

Universidade Planetária do Futuro
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sábado, 18 de dezembro de 2010

A FORÇA DA ARTE



"Que a força da Arte nos liberte e enalteça!
Que o amor propague o amor, e seja fecundo."


(Staëll Di Lukka)


Sempre que penso na Arte, e em todas as atividades criativas e artísticas, surge-me a idéia de que este "fazer" tem uma potência benigna e transformadora indubitável e inimaginável!... Alegro-me ao pensar que a Arte, em suas múltiplas formas e variações, pode ajudar o ser humano a ser mais feliz, a libertar-se de seus medos, dores e angústias, a encontrar sempre novos caminhos e modos de reinventar a própria existência, experiência e história.

Criar algum tipo de arte faz parte da vida humana de todos os tempos e lugares, e esta prática tem sido sempre benéfica e importante, vital, para a sobrevivência de nossa sensibilidade, para o reencontro constante da alegria, do calor e da cor, do movimento e da liberdade! Criamos quando pensamos, quando falamos, quando nos arriscamos a concretizar sonhos e projetos... e fazemos arte também da própria vida, quando nos permitimos praticar a reinvenção infinda de si e de nosso desejo, de nossas energias, do nosso sentir e pensar, de nossa trajetória...

Literatura, pintura, dança, música, poesia... tantas formas de traduzir o amor à Vida, o anseio pelo Bem, o desejo de harmonia!... Que cada dia e cada hora sejam para nós oportunidades de fazer Arte, de amar e aprender, de buscar dentro e fora de nós a potência criativa, a força e coragem que nos impelem à incessante descoberta da ternura, da fraternidade, das singularidades que nos tornam únicos e preciosos, apesar de nossa pequenez e fragilidade.

Clarice Lispector escreveu sobre a necessidade e possibilidade de descobrirmos o "extraordinário" escondido nas frestas e dobras do cotidiano banal. Ela, como outros artistas e visionários, como outras almas amantes da Vida e da Arte, percebeu que o milagre existe e acontece todos os dias, em cada instante-já, em cada inspiração e expiração, em cada movimento, matiz e pulsação. O milagre acontece o tempo todo, quando existe amor e sensibilidade, candura e compaixão, esperança. Existe quando acreditamos!

Que a vida de cada um/a de nós que participamos deste grupo e trabalho, seja pois um instrumento de propagação e semeadura desta potência: que saibamos descobrir e partilhar a força da Arte e da afeição, e viver o milagre do amor, em todos os dias e estações, sejam quais forem as marés, os tons, os medos ou desejos de cada ser, criativo e pulsante, que sonha e respira sobre este planeta. Que as partículas, frações ou parcelas de amor e arte, luz e alegria, paz e prazer, que cada um puder produzir e propagar, mantenham o universo equilibrado, vivo, cintilante!

Grata pelo convite, pelas palavras, pela amizade, querida Ana Felix Garjan.
Aproveito para desejar Boas Festas, para ti, teus familiares e amigos, e também para as demais pessoas queridas que participam deste espaço poético-criativo. Meus votos de que o Ano Novo seja um tempo de belas e luminosas semeaduras! Beijos e abraços alados para todas/os.

(Ana Luisa Kaminski)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Poesia de Bárbara Lia para Clarice Lispector




LENDO CLARICE LISPECTOR



Mulheres
Sofrem meio às rosas
Espinhos escondidos
Em seus cabelos.
Seios nus
Beijados pelo amado.
Lençóis ao vento.
Vela de um barco
Onde o timão balança
Entre a neve
E a primavera.

Todos sofrem:
A gota prata
Do orvalho na rosa
É lágrima fêmea
Que brilha
Enquanto sofre.

Bárbara Lia
O sal das Rosas
Lumme Editor/2007

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Carta cultural aberta à Sra. Acadêmica Ana Luisa Kamisnki, por Ana Felix Garjan


.
Clarice Lispector. Seu nome e sua obra serão imortalizados também, através da Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector - espaço cultural em honra à sua vida e à sua obra e em homenagem às personalidades culturais que foram e serão convidadas para serem membros - fundadores desse projeto que foi inaugurado em maio de 2008.

Desejamos que em breve tempo surja a academia presenencial, em tributo ao seu pensamento! Para tanto contaremos com a presença e apoio de escritoras, poetas, pintoras e de acadêmicas que são membros de outras academias brasileiras, e que estarão sendo nomeadas como acadêmicas dessa academia especial.

*Carta cultural aberta à Sra. Acadêmica Ana Luisa Kaminski, escrita e registrada nesse blog literário por Ana Felix Garjan, idealizadora do espaço "Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector".

Brasil - 5 séculos, 10 de agosto de 2010
A Ilustríssima Senhora Ana Luisa Kaminski

M. D. Vice - presidente da Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector,

Cordiais Saudações!

Primeiramente expresso aqui meu agradecimento especial pelo seu apoio aos nossos projetos e roteiros metodológicos que desenvolvemos em nome dos Grupos Artforum Brasil Unifuturo, desde outubro de 2008, com sua participação no projeto PAVILLION ARTFORUM, onde suas belas obras de arte estão expostas em nosso perfil no Orkut, no Fórum Internacional de Mulheres do Futuro pela Paz do Planeta e na Revista Artforum Planetária, onde seu nome foi homenageado pela ARTFORUM UNIFUTURO, em 20 de agosto de 2009, na data de seu aniversário natalício.

Estou me preparando para organizar as sínteses de projetos que são baseados no "Nosso Plano Artforum" 2001 – 2010, e o novo Plano Artforum 2011 - 2016. São estudos, pesquisa e projetos que fazem parte da nossa Universidade Planetária do Futuro, que foi prevista em 2000, na mudança do século XX para o XXI e do fantástico III Milênio! Tenho um projeto chamado "Arte Millennia", que inspirou a nossa proposta literária: Primeira Antologia "Cartas ao Futuro" de Mulheres Contemporâneas, que foi lançada em outubro de 2008, em redes sociais, comunidades organizadas no Orkut, e em blogs dos Grupos Artforum UNIFUTURO XXI que administro deste março de 2007.

Trabalho com referências filosóficas e dados históricos que fazem parte de eixos referenciais que motivam a todos nós da Artforum a motivam darmos continuidade aos roteiros metodológicos que são seguidos desde o ano de 1999 - sec. XX, na perspectiva de contribuirmos, também, com o movimento cultural humanista que possa inspirar mais e mais pessoas a se juntarem a nós para contribuírem com a cultura brasileira e internacional. Desejamos na realidade a reunião de pessoas, que como nós, podem estar sintonizadas com a ética humana, com a arte e cultura de Paz, que como nós possuamos credibilidade, sensibilidade, conhecimento e disponibilidade para intercâmbios e parcerias culturais, em prol da arte e poesia da vida.

Estou envolvida em estudos e diálogos com alguns consultores, inclusive com uma grande amiga que mora na França e conhece meu trabalho há mais de 10 anos. Ela é professora em universidades francesas que possuem interesse em intercâmbio com a cultura brasileira através de universidades e outras organizações. Conversamos na data de ontem sobre nossa universidade. Ela é brasileira e cidadã francesa, pois reside na França há mais de 15 anos. Ela, a Sra. Matilde Pereira da Silva está de férias em Paris, nesse mês. Ela é tradutora de livros, possui grande visão cultural e política, e foi convidada para um cargo na Universidade Planetária do Futuro, e será convidada como membro - fundador da Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector!

Em setembro próximo, tempo de primavera, flores e natureza será celebrado os 11 anos dos Grupos Artforum Brasil, através do nosso projeto MAC - Museu de Arte Contemporânea e do Projeto I Bienal Internacional de Artes Visuais. Assim, a partir de hoje estarei com alguns compromissos prioritários, em função da festa de lançamento do livro Antologia de Arte "Cristal de Talentos", de cujo livro nós somos co-autoras. Essa obra foi idealizada pela artista plástica Sra. Adalgisa Marta Machado Cuan.

Esse importante livro de arte será lançado na 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, na próxima semana, e será também lançamento na ABACH – Academia Brasileira de Artes, Ciências e História, no Pólo Cultural Casa da Fazenda do Morumbi, no próximo dia 15 de agosto de 2010, às 19h30min horas.

Ana Luisa, nós já sabemos que você, a escritora e a artista plástica Lara Lunna /Staëll, entre outros co-autores do livro estarão presentes nessa festa cultural em São Paulo. Na noite haverá também a abertura da exposição de arte "Cristal de Talentos", onde nossas obras que estão no livro serão apresentadas ao grande público, no período de 16 a 29 de agosto de 2010 - último ano da primeira década do século XXI.

Nessa noite de eventos culturais importantes serei representada pelo Professor Arthur Jaak Wilfrid Bosmans, vice-presidente da Universidade Planetária do Futuro. Ele é poeta e personalidade cultural de Belo Horizonte - Minas Gerais, e estará presente como co-autor do livro “Cristal de Talentos”.

Fui indicada para receber a insígnia da Medalha Anita Garibaldi, assim como você, Lara Lunna /Staëll, Jaak Bosmans, Zélle Bittencourt e outras pessoas das artes e da literatura. Pessoas indicadas estarão recebendo essas importantes insígnias, que serão concedidas pelo presidente da FALASP - Federação das Academias de Letras e Artes do Estado de São Paulo, o Exmo. Senhor Conde Thiago de Menezes.

Estive em reuniões com amigos pintores e artistas plásticos, para a organização dos projetos Museu de Arte Contemporânea - Arforum Brasil e I Bienal Internacional de Artes Visuais, prevista para 2010 - 2011. Para esses projetos especiais, você e outras convidadas estarão com suas exposições divulgadas através de núcleos e linguagens artísticas.

Serão convidados, a princípio, os nossos convidados que estão no Espaço PAVILLION ARTFORUM. Assim, já contamos com suas obras, as da Lara Lunna Staëll, da Carmem Garrez, da Cristiane Campos, da Luíza Caetano, e outros nomes já convidados desde 2008. E você, Ana Luisa, como uma das curadoras do Departamento de Artes e Exposições da nossa Universidade Planetária do Futuro pode indicar artistas plásticos e pintores para nossos projetos especiais!

Agradeço-lhe a indicação dos atuais nomes da pintora Carmen Garrez, da escritora e poetisa Bárbara Lia e de outros nomes já citados anteriormente através de nossas cartas culturais. Você como vice-presidente da Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector pode continuar a fazer seus convites especiais a pessoas que se interessam em participar e contribuir com a academia e posteriormente com o Centro Cultural Clarice Lispector, onde será aberta a Galeria de Arte Clarice Lispector, onde estarão em exposição obras de arte selecionadas por você, por mim, pela diretora de marketing, e outras pessoas convidadas para a curadoria do Centro Cultural Clarice Lispector.

Caríssima Ana Luisa Kaminski eu deixo hoje, nessa página de registros especiais da Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector, nossas congratulações pela exposição de suas pinturas e as pinturas de Staëll / Lara Lunna, em mostras na Itália, em breve, levadas pela Galeria Spazio Surreale, de SP.

Nesta academia, nos fóruns e blogs culturais dos Grupos Artforum Brasil Unifuturo nós teremos grande honra em divulgar sua mostra na Itália, onde vocês pintoras brasileiras estarão levando, também, o nome da Artforum Brasil Unifuturo, através do nosso roteiro intitulado "Expedições Culturais e Artísticas".

Cordiais saudações e votos de sucesso!

Ana Felix Garjan, Presidente
Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector
anafelixgarjan@gmail.com


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domingo, 11 de julho de 2010

ARTE E PSICANÁLISE: ENTRE DESMONTAGENS E REARTICULAÇÕES

“Há um grande silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras.”
(CLARICE LISPECTOR, In: Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres).

Não é de hoje que se procura encontrar conexões entre Arte e Psicanálise: já Freud, em seus estudos e escritos, estabeleceu relações entre obra de arte e psicanálise, em se tratando de desmontar e recriar mundos e sentidos. Tania Rivera, no texto “Gesto analítico, ato criador. Duchamp com Lacan”, afirma que “a psicanálise não se debruça sobre a arte como um terreno onde aplicar suas teorias, mas em busca de uma verdade sobre o homem de que as obras literárias e artísticas se aproximariam mais do que a ciência”. A arte, por sua vez, “não procura na psicanálise explicações ou interpretações”, mas talvez uma possa buscar na outra, explorando suas ressonâncias singulares no questionamento contemporâneo sobre o sujeito.(1) Pensando sobre estas conexões, escrevo este texto, no intuito de comparar, aproximar e entrelaçar alguns aspectos destas áreas do conhecimento, tentando apontar para a importância das desmontagens e rearticulações de verdades, signos, idéias e estruturas, propiciadas ao sujeito, pelas práticas da psicanálise e da invenção artística.
No texto “Escritores Criativos e Devaneios” (1908), (2) Freud compreende a obra de arte como substituto do brincar infantil, aproximando o artista ou escritor criativo à criança que, brincando, “cria um mundo próprio reajustando seus elementos de uma forma que lhe agrade, mantendo... uma nítida separação entre seu mundo de fantasia e a realidade”, nos lembra a psicanalista Giovanna Bartucci . No entanto, em “Além do princípio do prazer”, ensaio de Freud de 1920, que termina por estabelecer o conhecido dualismo entre pulsões de vida e pulsões de morte, será essa pulsão de morte, uma vez que não se articula no registro da linguagem, que imporá ao sujeito a necessidade de inscrição no registro da simbolização. A autora observa ainda que, a partir da “necessidade de produzir novos objetos para os circuitos pulsionais, o sujeito realiza rupturas no campo de objetos e símbolos, na visão de mundo constituída, e será exatamente isto que permitirá ao sujeito constituir, construir sua própria realidade de acordo com as leis que eventualmente conheça.” (3)
Esta possibilidade de romper com o óbvio e promover a desestagnação e rearticulação dos sentidos, que tanto acontece na criação artística quanto na prática da psicanálise, parece-me estar relacionada ao que diz Roberto Harari, em Por que Não Há Relação Sexual?, quando aponta a importância de “tentar fazer perceber de modo diferente das associações habituais, mas como algo insólito”, ao discorrer sobre a estranheza e estranhamento, (ostranenie), provocados às vezes pelas obras de arte, e também pelas intervenções analíticas. (4)
Neste livro, Roberto Harari, citando Lacan, lembra que “o intervalo é uma função vigente na direção da cura, de acordo com uma operação regida pela pulsão de morte”. Nesta operação, não se trata de “encher o analisante com novos signos”, diz Harari, mas “sim de confrontar o sem-sentido com a dimensão do vazio”, lembrando que o analista trabalha para promover uma “desconstrução egóica-sígnica”, e afirma ainda que “tanto no discurso literário como no analítico são cruciais os momentos de rareamento, de estranhamento, provocados pela aparição súbita de um significante de efeito inesperado”. (5)
Ainda no livro Por que Não Há Relação Sexual?, Roberto Harari recorre ao conceito de intervalo, e “condição intervalar”, apresentados na obra El Intervalo Perdido, do teórico contemporâneo de arte, o italiano Gillo Dorfles, para falar sobre a importância deste “tempo de separação entre elementos”, e relacionar as idéias de Dorfles à prática da psicanálise. Segundo Dorfles, teria acontecido um desaparecimento dos “intervalos” ou da “condição intervalar”, a partir da modernidade, o que poderia ser relacionado ao “horror vacui” presente em vários âmbitos da cultura e civilização contemporâneas. O italiano Dorfles observa a importância destes “espaços intervalares” em todas as manifestações artísticas e literárias, ao longo da história humana, e de sua ligação com o inacabamento, a fragmentaridade, o silêncio, o estranhamento...(6) Esse aspecto de separação, pausa, interrupção, capaz de fazer ressaltar determinados elementos – não só no terreno artístico – evocado por Dorfles e citado por Harari, ou seja, o conceito de “intervalo”, usado pelo teórico italiano, pode ser relacionado também à prática psicanalítica, onde os “procedimentos intervalares” permitem que o analista introduza diastemas (intervalos) inesperados que convocam à estranheza... “...um golpe do real”, capaz de provocar a “des-localização” do sujeito. Seria esta intervenção algo como um “corte”, através do qual pode emergir um plus, e acontecer alguma transformação.(7)
Giovanna Bartucci , ainda escrevendo sobre as relações entre arte e psicanálise, observa que o jogo de palavras não é mero artifício retórico, mas uma tentativa de recolher, dar forma e instaurar algum sentido para este tempo, que para além (ou aquém) da linguagem, é ele mesmo um tempo necessário, “um tempo que permite a emergência de um sujeito a partir deste corte, desta fenda, deste rombo, desta cratera, desta violência amorosa e necessária” que nós humanos denominamos falta. Assim, diz ela, é que “tanto a experiência psicanalítica, concebida como lugar psíquico de constituição de subjetividade” .... “quanto a arte, encontram na inscrição da pulsão no registro da simbolização e sua reordenação do circuito pulsional uma economia outra que possibilite o trabalho de criação, produção e ligação de sentidos, para “aqueles sujeitos cujos destinos como sujeitos será sempre o de um projeto inacabado, produzindo-se de maneira interminável”.(8)

Penso que podemos aproximar e entrelaçar estas idéias com as de Harari, bem como a noção de “intervalo” usada por Dorfles, a outros conceitos ligados à arte, literatura e psicanálise, uma vez que parecem evocar ou convergir para a “falta”, a “castração” necessária para que o sujeito possa emergir como desejante. A noção de “intervalo” como um “espaço vazio”, de pausa, silêncio, corte, abertura, parece dialogar também com as idéias de Michel Foucault e Maurice Blanchot sobre a linguagem e a arte, quando se trata de pensar neste espaço como o lugar do vazio, da morte, do nonsense, do neutro, do silêncio, da desaparição, mas, também, como possibilitador de movimento, de emergência e rearticulações de verdades e sentidos, de abertura para a reinvenção incessante do sujeito, a partir do encontro impactante com o “real”.
O texto “O pensamento do exterior”, escrito em 1966 por Michel Foucault, aborda o espaço vazio da linguagem, e fala sobre uma “experiência do fora”, que seria a abertura de um espaço neutro, onde a linguagem se escoa sem se configurar e sem nada configurar, oscilando entre o fora da origem e da morte, infinitamente a se repetir, sempre a recomeçar. Lúcia Oliveira Santos, em seu texto “O Ser da Linguagem, a Escritura e a Morte”, tece relações e encontra ressonâncias entre idéias de Blanchot e Foucault, observando que “é neste espaço – o espaço literário onde o sujeito se desfaz, o mundo é suprimido, o ser se dissimula, a obra tende à sua desaparição – que se dá a experiência da linguagem como escritura.” Esta autora lembra que neste texto de Foucault, uma homenagem do mesmo a Blanchot, aparecem estas idéias sobre a linguagem em sua relação com a morte, e a constituição do espaço literário como o “espaço neutro e vazio da linguagem”. (9)
No livro As palavras e as coisas , Foucault lembra que a linguagem moderna não remete nem a Deus nem ao homem, mas ao espaço vazio que é ela própria e, retomando idéias de Blanchot, diz que a literatura se dá como experiência da morte, do pensamento impensável (e na sua presença inacessível), como experiência da finitude...(10) Lúcia Oliveira Santos observa ainda que, tanto para Blanchot quanto para Foucault, a literatura não representa o mundo nem cria nele, mas o faz desaparecer, pois ela só existe a partir desta ausência, do vazio e do rumor que ainda perduram após o homem se dar conta do nada e da morte.(11) E, deste espaço neutro e vazio, onde se afirma a impossibilidade e a ausência de sentido, a desaparição das coisas e daquele que escreve, onde o escrever deixa de se abrigar num horizonte estável para ser tornar atividade de ruína, surge a escritura, a arte, a possibilidade de desmontagens e rearticulações incessantes de sentidos, a partir do encontro com o vazio que permite as reconstruções.
No conto “Amor”, em Laços de Família, de Clarice Lispector (12), como em outros textos clariceanos, podemos encontrar estas “aberturas” para um “espaço vazio”, silencioso e informe, indomesticável, que lembra o espaço neutro abordado por Blanchot. A escritura clariceana abre a brecha por onde vaza esta sensação de plenitude do não-sentido, permitindo a passagem tanto de personagens quanto de leitores para o estranho existente sob a crosta do cotidiano banal. Segundo Nádia B. Gotlib, em Clarice Lispector o exercício da linguagem funciona como exercício de “nomear o não-nomeável, e instrumento de “tocar no ponto que não é tocável(13). E, segundo Benedito Nunes, percebe-se nas obras clariceanas a tentativa de “dizer a coisa sem nome, descortinada no instante do êxtase, e que se entremostra no silêncio intervalar das palavras” : o sentido do real só é atingido quando a linguagem fracassa em dizê-lo.(14)
No conto “Amor”, de Lispector, a protagonista sente-se perturbada e estranha ao estar sozinha em casa, na “hora perigosa da tarde”, quando percebe em si o que chama de “desordem íntima”(15). Sua saída da rotina, quando resolve dar uma volta, acaba provocando uma espécie de ruptura em seu percurso, ou um desvio de sua rota banal, quando uma série de pequenos acontecimentos, aparentemente insignificantes, provocam nela certa perturbação e estranhamento, como o riso e o olhar do cego, que não a vê, o pacote de ovos quebrados, o chacoalhar do bonde, o passeio pelo Jardim Botânico, o encontro com os bichos, o silêncio, o cheiro de vida e de morte... É neste contexto que parece abrir-se uma fenda em seu cotidiano domesticado e banal, e algo aparece, algo inumano, incapturável, ao mesmo tempo assustador e fascinante. E, nestes pequenos desvios de rota, nestes acontecimentos que interrompem a linearidade de seu cotidiano ordenado - nestes intervalos, cortes, aberturas - surgem as sensações conflituosas do ser, entre fascínio e horror, diante do mistério do amor, da vida, da morte e do vazio.


Estas fendas no cotidiano da personagem clariceana fazem pensar nos intervalos, espaços vazios, já mencionados nos textos teóricos de Roberto Harari, e outros citados até aqui. Neste ponto, poderíamos arriscar uma aproximação entre o conceito de “intervalo” trabalhado por Dorfles, o teórico das artes, evocado pelo psicanalista Harari, ao conceito de “espaço vazio e neutro” desenvolvido por Maurice Blanchot, ao referir-se à literatura. Este espaço neutro, este intervalo, também pode ser entendido ou visto como uma abertura, uma “porta de passagem”, para usar palavras do próprio Blanchot, sendo que a mesma possibilitaria o encontro ou vislumbre do vazio, do horror do real. Segundo Blanchot, a linguagem está sempre pronta a passar do “tudo ao nada”, nos lembrando da dissolução. Já a teórica Júlia Kristeva, autora de Sol Negro, depressão e melancolia, afirma que as “construções ficcionais dão testemunho do hiato, branco ou intervalo que é a morte para o inconsciente.”(16) Lacan, por sua vez, no Seminário, livro 7, fala da “Coisa” fundadora do desejo, do vazio no centro do real, da falta comum a todos, de Das Ding, que escapa à significação e é indizível... (17)
No texto Água Viva, Clarice Lispector escreve: “Ouve-me, ouve meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa.”... “Capta esta outra coisa que na verdade falo porque eu mesma não posso. Lê a energia que está no meu silêncio. Ah, tenho medo de Deus e do meu silêncio.”(18) Retomando as noções trazidas até aqui, do intervalo entendido como espaço vazio, neutro, de silêncio e ruptura, de dissolução e morte, abertura, podemos pensar neste eco e oco silencioso das palavras, da escrita, da fala, como o próprio eco do vazio, como um lugar de incerteza onde se desmontam as verdades do eu, do sujeito condicionado em seus comportamentos repetitivos e rígidos. Todavia, é a partir do próprio confronto com o nada, com o vazio, num momento de corte e intervalo, que pode acontecer a desmontagem da repetição, a interrupção da fixidez, tanto através da prática da psicanálise, quanto do fazer artístico.
Segundo Lacan, a arte caracteriza-se por um certo modo de organização em torno do vazio, e tem como combustível esse vazio. Sandra Autuori, em seu texto “LACAN E A ARTE: catando migalhas”, lembra que, antes do que é escrito pelo autor, o que se tem é um papel vazio; do pintor, uma tela em branco, do escultor um nada. Há um nada antes da criação artística. Um nada que incomoda, que pulsa e insiste. Porém, quando a obra acaba, vira um resto, algo que não deu conta de dizer a que veio, e continua sempre faltando algo, o que parece levar o artista a nunca parar de criar, sempre outras obras. De acordo com Lacan, o objeto artístico “é instaurado numa certa relação com a Coisa que é feita simultaneamente para cingir, para presentificar e para ausentificar”. A arte presentifica a ausência, expõe a falta, é o resto exposto que faz restar.(19)

Em Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector diz: “Nós, os que escrevemos, temos na palavra humana, escrita ou falada, grande mistério que não quero desvendar com meu raciocínio que é frio. Tenho que não indagar do mistério para não trair o milagre. Quem escreve ou pinta ou ensina ou dança ou faz cálculos em termos de matemática, faz milagre todos os dias.” (20) E, em seu livro O Prazer do Texto, Roland Barthes escreve: “Texto quer dizer tecido; mas enquanto até aqui esse tecido foi sempre tomado por um produto, por um véu acabado por trás do qual se conserva, mais ou menos escondido, o sentido (a verdade), nós acentuamos agora, no tecido, a idéia generativa de que o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido — nessa textura — o sujeito desfaz-se, como uma aranha que se dissolve a si própria nas secreções construtivas de suas teias”. (21)
Sandra Autuori lembra que, para Lacan, o belo é o último véu que nos protege do real. É um ponto de transposição. Porém, mesmo sendo uma última rede de proteção ao real, há uma exposição a ele e, portanto, o belo na arte sustenta o desejo, ao provocar enternecimento. A arte produz um efeito de regozijo em quem a olha. Este é um efeito singular no sujeito, efeito indizível, intraduzível, intransmissível em totalidade e que, por isso mesmo, comporta o furo do real.(22) Contudo, como aponta Xavier G. Ponce, a arte pode ir além do belo, e alcançar o sublime, um termo literário associado ao êxtase e à criação poética. O sublime, além de encantar, como o belo, pode ligar-se ao além do princípio do prazer, quando acontece uma experiência de dilaceração, criando assim um contraponto entre o encanto e o horror provocados pela obra de arte. Ponce descreve o advento da arte moderna como sendo o de instalar uma tensão entre a experiência de satisfação através do belo que encanta e a comoção proporcionada pela experiência do sublime. (23) Vários autores já sublinharam que a arte do século XX e a psicanálise, por terem nascido na mesma época, compartilham um mesmo “espírito”, que dividiu o sujeito definitivamente, porém, Ponce vai além disso ao propor que, com o divórcio entre a imagem e o sentido que ocorre na arte moderna, há uma quebra entre a obra de arte, o artista e o espectador, que é olhado pelo objeto artístico, sem que possa lançar mão de um sentido protetor.
Neste ponto, podemos pensar neste estranhamento provocado pela arte, bem como pelas intervenções psicanalíticas, como algo que provoca uma fratura ou o estilhaçamento do eu, a ruptura que permite a emergência do sujeito do desejo, ao propiciar a saída da fixidez do circuito pulsional, promovendo movimento e circulação do desejo, ao instigar o sujeito a produzir algo que o salve do abismo, sejam novas ligações de significantes, sejam rearticulações de sentido, através do rearranjo de seus pedaços e restos, de elos que possam sustentar sua frágil estrutura psíquica, e seu desejo. Assim, arte e psicanálise estão a serviço desta desmontagem do eu, ao mesmo tempo em que, por meio de seus cortes, abrem brechas, fissuras, pequenas fendas para o encontro do sujeito com o real, com das Ding, com o indizível, promovendo as sacudidelas necessárias à reinvenção constante de si e de suas verdades e percursos.
Na fase final do ensino lacaniano, a arte é entendida como quarto elo, ou seja, como algo que possibilita a amarração entre os outros elos do nó borromeano: o imaginário, o simbólico e o real. No Seminário 23, O Sinthoma, Lacan demonstra a importância de que um quarto laço venha realizar a função de manter o enlace entre os registros, como também delimitar a necessária distinção entre eles. De acordo com Lacan, este quarto elo, a arte, evitaria que o sujeito se perdesse no delírio psicótico, na invasão do imaginário. A partir do estudo da escrita de Joyce, Lacan fica “embaraçado” ao perceber que o escritor trabalhava diretamente no real da letra, a partir de novos sentidos que eram construídos, mesmo não sendo estes muito compartilháveis, e deste trabalho, extraía seu gôzo. (24) Neste caso, Lacan observa que foi a obra, a escrita literária, que funcionou como elo capaz de sustentar a estabilidade psíquica de Joyce, evitando o surto psicótico. Contudo, não apenas a partir da obra, mas do reconhecimento público e da valorização da mesma que lhe adveio, o escritor pôde manter seu equilíbrio psíquico, escrevendo seu nome como sujeito, acredita Lacan. A este quarto elo, Lacan chamou de sinthoma.
A psicanalista Maria Lídia Arraes Alencar, no texto “A escrita de Joyce como suplência da psicose”, diz que “ao tomar o exemplo da obra de Joyce como paradigma, Lacan reconhece no seu trabalho de desmontagem da língua inglesa, um ato de tomar as palavras ao nível de lalangue, de fazer da letra, enquanto lixo, parasito, um rio corrente sonoro, ao deixar-se invadir por sua polifonia, seguir o fluxo indecidível entre o fonema, a palavra e a frase, produzindo um escrito para não ler. Promove, desse modo, um curto-circuito no sentido usual das palavras, usando um tipo especial de equívoco, e, além dos efeitos que causou na literatura, serviu-se de sua arte como suplência à psicose”(25).

A partir da escrita sinthomática de Joyce, que faz Lacan avançar em suas teorias sobre o tratamento das psicoses, formulando novas visões e perspectivas, a arte, neste momento da teoria lacaniana, assume a função de amarrar o simbólico, o imaginário e o real, proporcionando certo arranjo, mesmo que bastante singular, da subjetividade, nos lembra Sandra Autuori. (26) A partir daí, podemos pensar nas relações entre as desmontagens e rearticulações de sentidos ou estruturas propiciadas pela prática da psicanálise e do fazer artístico, ao provocarem o encontro do sujeito com o vazio, mas, também, a partir destes intervalos, sustos, comoções e sobressaltos, passando pelas aberturas ou furos nos encontros com o real, propiciarem as reinvenções do próprio sujeito, possibilitando que, por um lado se mantenha a falta, que é condição para o exercício da subjetividade e, por outro, garantindo uma atribuição de potência ao sujeito, permitindo que ele não se perca nesta falta.
Doris Rinaldi, no texto “Joyce e Lacan: algumas notas sobre escrita e psicanálise”, observa que, com sua arte, Joyce inventa, a partir de pedaços de real que retornam nas epifanias e palavras impostas, uma escrita que faz um nome, enquanto Lacan sustenta no Seminário 23 sua própria invenção – a invenção do real. De acordo com esta autora, nesta fase final do seu ensino, Lacan tenta escrever o próprio sinthoma, marcando a importância de uma maior investigação da escrita (27). Neste ponto, já não importa o produzir sentido, e sim, o efeito de sentido, o saber-fazer com lalangue. Disso tudo, podemos ao menos concluir, provisoriamente, que, apresentando o Sinthoma como uma “escrita de gôzo”, Lacan dá novo estatuto a uma invenção que permite transformar lixo em letra, em luxo, ou transformar restos, traços e fragmentos em uma forma peculiar de prazer, de saber-fazer, a escritura, a arte.


*TEXTO DE ANA LUISA KAMINSKI, apresentado na Jornada Interna da Maiêutica, em Florianópolis, SC, em 10 de julho de 2010


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

(1) RIVERA, Tania. “Gesto analítico, ato criador. Duchamp com Lacan”. In: PULSIONAL Revista de Psicanálise, ano XVIII, no. 184, dez/2005, p. 65
(2) FREUD, Sigmund. “ Escritores Criativos e Devaneios”. In: Obras Completas de Sigmund Freud. Imago Editora, RJ, 1977, VOL. IX
(3) BARTUCCI, Giovanna. “Sublimação e processos de subjetivação: entre a psicanálise e a arte”. Psicanalítica freudiana, escritura borgeana: espaço de constituição de subjetividade. In: Cid, Marcelo; Montoto, Claudio César. Borges Centenário. São Paulo, EDUC, 1999.
(4) HARARI, Roberto. Por Que Não Há Relação Sexual? Organizadores: Carlos A. M. Remor et Al. José Nahar Ed., RJ, 2006, p. 135
(5) IDEM, Ibidem, p. 137.
(6) IDEM, Ibidem, p. 124 e 125.
(7) IDEM, Ibidem, p. 137.
(8) BARTUCCI, Giovanna. “Sublimação e processos de subjetivação: entre a psicanálise e a arte”.
(9) SANTOS, Lúcia de Oliveira. “ O Ser da Linguagem, a Escritura e a Morte : ressonâncias Foucault/Blanchot. Texto apresentado no X CONGRESSO ABRALIC, no RJ, 2006.
(10) FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. São Paulo: MartinsFontes, 1987.
(11) SANTOS, Lúcia de Oliveira. “ O Ser da Linguagem, a Escritura e a Morte : ressonâncias Foucault/Blanchot
(12) LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. RJ: Francisco Alves Editora, 1993
(13) GOTLIB,Nádia Batella. “Um fio de voz: Histórias de Clarice”. In Paixão Segundo GH (edição crítica). Clarice Lispector. Florianópolis, Ed UFSC, 1988,p.161
(14) NUNES, Benedito. Introdução do Coordenador, In Paixão Segundo GH. Clarice Lispector. EdUFSC, 1988, XXVII-XXVIII
(15) LISPECTOR, Clarice. Laços de Família. RJ: Francisco Alves Editora, 1993
(16) KRISTEVA, Júlia. Sol Negro: depressão e melancolia. RJ, Rocco, 1989, p. 31
(17) LACAN, J. O Seminário, livro 7: a ética da psicanálise, p. 149
(18) LISPECTOR, Clarice. Água Viva. Ed. Círculo do Livro, 1973, p. 33.
(19) AUTORI, Sandra. “LACAN E A ARTE: catando migalhas”.
(20) LISPECTOR, Clarice. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres. Ed. Rocco, 1998, p. 92.
(21) BARTHES, Roland. O Prazer do Texto. Ed. Perspectiva,SP, 1977, p.112
(22) LACAN, J. O Seminário, livro 7 , p. 302
(23) PONCE, Xavier Giner. “Sobre parejas modernas: el espectador y la obra del arte”. Site na internet.
(24) LACAN, O Seminário, livro 23, O Sinthoma. Jorge Zahar Ed. Ltda, RJ, 2007(1975). CD ROOM.
(25) ARRAES ALENCAR, Maria Lídia. “A escrita de Joyce e a suplência na psicose”.
(26) AUTUORI, Sandra. “LACAN E A ARTE: catando migalhas”.
(27) RINALDI, Doris. “Joyce e Lacan: algumas notas sobre escrita e psicanálise.”. In: PULSIONAL Revista de Psicanálise.Ano XIX, no 188, DEZ/2006

Mirabilis

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Artforum Brasil XXI

Academia de Artes e Poéticas "Clarice Lispector"

Planeta, maio de 2008 -Academia de Artes e Poéticas "Clarice Lispector" - "Um espaço não vazio"....

A Academia de Artes e Poéticas "Clarice Lispector", é especial homenagem à escritora Clarice Lispector, nascida em 1920 e falecida em 1977. A literatura brasileira começou a viver uma revolução chamada Clarice Lispector, em sua época. Uma revolução que começou com o seu romance "Perto do Coração Selvagem", e que até hoje respira a alma de Clarice, que por sua vez inspira milhares de pessoas.

Estamos a exatos 12 anos do centenário de nascimento de Clarice e sua poética literária, que continua considerada como única em seu tempo (começo do século XX, quando com apenas 20 anos já manifestava suas posições e militância intelectual a favor da liberdade, dos direitos humanos, e contra a sociedade machista da época.

A obra literária de Clarice Lispector continua inspirando os estudos e teses sobre a alma humana, pois ela escrevia o que sentia, numa literatura existencial, numa prosa poética e urbana cheia de sentimentos intensos.

Clarice nasceu em plena fuga, na Ucrânia. Seus pais eram judeus e fugiam da perseguição religiosa da Rússia. Ela chegou com seus pais ao Brasil aos dois anos. Naturalizou-se brasileira e, com sua inquietude e angústia, transformou a literatura nacional para sempre.

Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector

Academia de Artes e Poéticas Clarice Lispector
Este espaço é a Primeira Academia Virtual em homenagem à pensadora, escritora e poeta que muito contribuiu com a história da literatura brasileira. Este espaço foi iniciado em maio de 2008, para homenagear a memória da escritora Clarice Lispector, bem como de outros autores e metres da literatura brasileira e internacional.

Este espaço cultural, poético e literário foi aberto em maio de 2008, como proposta apresentada no Fórum Internacional de Mulheres do Futuro pela Paz do Planeta.

Brasil, maio de 2008
Grupos ArtForum Brasil XXI
Projeto Universidade Planetária do Futuro
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Fórum Internacional de Mulheres do Futuro pela Paz.

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"Vamos Salvar A terra"
Vídeo by Ana Garjan & Luuh Designer

http://br.youtube.com/watch?v=lxAAWGKJpFU